O Jogo

O básico sobre o ataque

O ataque é uma das três subequipes presentes dentro de um time de Futebol Americano. Seu objetivo básico é marcar pontos, os quais podem ser obtidos através do touchdown (seis pontos). Porém, influencia diretamente no outro método de pontuação, o field goal, o qual acrescenta ao placar da equipe três tentos.

A linha ofensiva

Como as outras subequipes, o ataque põe em campo 11 jogadores, dos quais sete devem ficar posicionados na linha de scrimmage, linha imaginária que corta o campo horizontalmente de acordo com a posição da bola. Destes 11 cinco por ofício são os jogadores da linha ofensiva, ou simplesmente OL, derivado do inglês para Offensive Linemen. São indivíduos pesados, porém fortes e técnicos, que fazem o “trabalho sujo” e que são peças fundamentais de um time de sucesso. Devem saber proteger o quarterback (QB), bem como bloquear e abrir espaços para que o running back (RB) possa correr e conquistar as famigeradas 10 jardas e o first down. Um bom OL necessariamente não precisa ser excelente nas duas categorias, porém tem que ser, no mínimo, bom em uma delas.

A OL é dividida em três posições diferentes: center (C), tackle (OT) e guard (OG). O primeiro, ao pé da letra, fica no centro e tem como função entregar a bola para o QB no snap, momento em que o mesmo grita normalmente “hut” para receber a bola. O QB pode receber a snap atrás do C, o que caracteriza como uma formação undercenter, ou a algumas jardas para trás, podendo ser em formação pistol ou shotgun. Já os tackles e guards não podem receber passe, a não ser que alinhem como tight end (TE) e avisem aos árbitros para que estejam elegíveis para serem recebedores. Há outros detalhes técnicos como número da camisa, mas não entrarei nisso por agora. Então eles têm a função que foi descrita no parágrafo acima, proteger o QB em situações de passe e abrir espaços para o RB correr.

O jogo corrido

Em situações de corrida o RB correrá por um espaço chamado hole, tradução literal para buraco. Tais buracos são locais entre os jogadores da OL, que são enumerados e apresentados na chamada da jogada no huddle, momento em que os atletas formam uma roda e o QB repassa ao restante da equipe qual jogada será executada. Por exemplo, uma corrida por fora do OT pode ser no buraco 7 ou 6, vai depender de qual lado da OL será, até por isso as posições de tackle e guard são divididas de acordo com o lado que os mesmos estão posicionados. Mediante a isso, uma linha ofensiva fica disposta em campo desta maneira, de acordo com as posições: Left Tackle (LT), Left Guard (LG), Center (C), Right Guard (RG) e Right Tackle (RT). Veja abaixo como são situadas as holes:
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Como pode ser observado, os números ímpares significam corrida para esquerda e os pares para a direita. Uma confusão pode ser feita ao olhar para os números 3, 1, 0 e 2; todavia, como o próprio futebol americano, com explicação fica fácil de se entender. Os números 3 e 2, assim como os restantes (exceto 1 e 0, claro) indicam corrida num espaço próximo a perna do center, seja ela para esquerda (3) ou direita (2). Por exemplo, o número 5 indica um localo perto da perna esquerda do LG. Já os números 1 e 0 indicam uma corrida na metade do center, ou seja, no primeiro número é uma corrida pra metade esquerda e o segundo para a metade direita.

Tipos de corrida 

Agora que foi explicado por onde as corridas passam, agora falarei um pouco sobre os tipos de corrida. Como são muitas e apenas isso já daria um texto, aqui vão as mais comuns usadas no FA nacional: blast, toss, counter, draw e reverse. A primeira é quando o RB corre nas holes dentro dos tackles de forma simples; toss é a corrida diretamente por fora dos OTs ou TEs, ou seja, o RB já sai abrindo rumando pra fora da OL; counter se caracteriza pelo corredor, antes de receber o handoff, sai indo para um lado, mas um pouco antes de pegar a bola das mãos do QB, muda para a direção contrária; draw por outro lado o QB recebe o snap e sai como se fosse lançar a bola para um dos recebedores, tanto quanto a OL finge que bloqueia pro passe, porém entrega para o RB correr e fazer o nome dele; por fim temos a reverse, que é a corrida de um recebedor (WR), o qual mediante a um sinal do quarterback começa a se mexer em direção da OL, assim que ele se aproxima a bola sai em jogo e ao invés do RB tentar algo pelo chão, é o WR que tentará algo.

O jogo aéreo 

Para terminar esse episódio de introdução, ui, sobre o ataque, temos o jogo aéreo. Ele se trata de um fator importante de um time dominante no cenário atual da NFL. Para ilustrar essa afirmação, os dois times que participaram do último Super Bowl tinham QBs com rating (número que reflete eficiência de um QB) superior a 85, normalmente acima desse valor dá pra dizer que é um bom atleta.  Até a década de 1970, poucos eram os QBs que lançavam mais touchdowns (TDs) do que interceptações (INTs) o que acarretava num rating baixo (menor que 80), por isso, na década seguinte as regras foram mudadas em virtude de que o jogo ofensivo fluísse e deixasse o jogo mais “assistível” para os torcedores nos estádios e aos telespectadores. Uma delas é que o defensor só pode dar uma “afastada” nos recebedores do ataque dentro das cinco primeiras jardas e só pode atrapalhar a recepção depois que os mesmos comecem a pegar a bola. Uma infração dessas situações resultam em primeira decida automática, illegal touch e defensive pass interference respectivamente. Após tais feitos, várias lendas surgiram quase que imediatamente: Dan Marino, Jim Kelly, Joe Montana, Steve Young, John Elway e Warren Moon são alguns dos exemplos.

Como já foi explicado, o QB é o cara que fica atrás do center e o responsável por comandar o ataque. Normalmente é o capitão do time e é aquele que todos olham, seja em momentos de glória ou de fracasso. Ele tem um papel fundamental no jogo aéreo, simplesmente porque é o cara que lança a bola para os recebedores. Os quais ficam alinhados as laterais do campo, mas também podem ficar mais próximos da OL, estes últimos são chamados de slot. Os WRs no jogo corrido tem papel de bloquear para a corrida ou fingir que corre uma rota para ludibriar seu marcador. Rota é o que um recebedor faz numa jogada de passe, múltiplas rotas são executadas, inclusive os RBs e o TE as fazem também. Tudo é rigorosamente treinado para que na hora do jogo saia o mais perfeito possível. Enquanto os jogadores das posições que acabaram de ser citadas apenas sabem suas funções, o QB tem que ter o conhecimento total da jogada, além de “ler” a defesa. Essa leitura permite que o quarterback tente entender o tipo de cobertura que os adversários usam, quem está na blitz (movimento em que os defensores fazem para tentar derrubar o QB) e assim se adaptar para obter o melhor da jogada chamada, inclusive fazendo audibles, que são mudanças na jogada, se for corrida é a direção da mesma ou o tipo de bloqueio. Caso seja passe, o bloqueio da OL pode mudar, bem como as rotas dos recebedores.


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